domingo, 30 de outubro de 2016

1º Trail da Cascata



 O grande marco da prova.

Já passou algum tempo desde que participei nesta prova, mas não posso deixar de registar este momento no blog. Isto porque foi a primeira prova de trail em que participei completamente sozinha. Ora isto pode não ser nada de especial para o comum atleta, mas como sou bastante desajeitada tenho algum receio em me aventurar em trilhos sem "supervisão"... Mas já estava na altura! E como a prova até era relativamente perto de Lisboa (Anços, Sintra) decidi arriscar.

Para poder ter algum tempo para me ambientar ao local e levantar o dorsal sem grandes pressas, resolvi ir um pouco mais cedo. Uma particularidade interessante era o chip que consistia numa pulseira reutilizável e que teria que ser devolvida no final. Para controlo de chip tínhamos que entrar neste corredor onde seria dada a partida.

 Corredor para controlo de chip e partida

A prova era bastante acessível e boa para iniciantes do trail e para o regresso das férias. O percurso era quase todo feito em terra batida mas de vez em quando lá surgiam alguns desafios, como atravessar ribeiras e saltar paredes para um colchão.

Ribeira nos primeiros quilómetros (fotografia de O Praticante).

Quase todos os desafios correram bem menos este famoso colchão. Medricas como sou em vez de saltar de frente para o colchão pensei em fazer um salto sentada na parede e virar-me de frente para a parede de forma a agarrá-la e cair apenas para o colchão. Ora os meus dotes de parkour são praticamente nulos e por isso a manobra não correu bem. Acabei por ficar com dois grandes arranhões nos braços e as cicatrizes ficam até hoje (marcas de guerra da minha primeira aventura a solo). 

Como o percurso era feito quase todo sem sombra o calor fazia-se sentir, e sensivelmente 10 km havia uma lagoa que muitos atletas usaram para se refrescarem. Apetecia-me ter feito o mesmo, mas como sou bastante lenta resolvi passar a oportunidade. A prova tinha três subidas mais difíceis que faziam alguma moça. Felizmente numa delas havia um abastecimento que veio a ser bastante útil.

Uma das subidas (fotografia de apricare)

Outro grande desafio para mim foi uma rocha íngreme (quase parede) que se tinha que subir depois de uma destas subidas grandes. Ora sem cordas e sem ajuda acho que foi a única vez que pensei "raios, eu realmente não consigo fazer isto sozinha". Felizmente percebi que nunca estamos realmente sozinhos nos trilhos e um atleta muito simpático ajudou-me a subir a maldita parede. 

A cascata que deu o nome a esta prova só surgiu mesmo nos últimos kms e como já tinha tido dois percalços quando vi que tinha que descer até à cascata e subir novamente pensei "é agora que não vai dar, quem te manda vir sozinha". Nesta zona estava uma pessoa da organização a dar indicações e quando vi outro atleta a vir da cascata e a bufar perguntei-lhe se o caminho era acessível. Ele disse que sim e deu-me a confiança necessária para acabar a prova. Depois de tantos kms feitos ao sol e em trilhos de certa forma aborrecidos (no sentido que não tinham muita complexidade), foi uma lufada de ar fresco passar por ali!

Parte da cascata

No final fiquei um pouco frustrada pelo tempo que demorei a fazer a prova mas bastante contente por mostrar a mim mesma que conseguia fazer provas de trail sozinha. Pelo menos algumas....



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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

10 km de Tagarro, a prova que acaba e começa a época

Os treinos para a maratona do Rock'n'Roll Lisboa não têm estado a correr nada bem. A minha grande preguiça (já viram o nome do blog?) e o ambiente familiar ("poços de motivação" humanos e caninos) não facilitam manter a disciplina dos 3 treinos por semana com médias a longas distâncias. Por causa disto decidi inscrever-me num ginásio e realizar provas a cada fim-de-semana até ao dia da maratona.

A primeira prova destes treinos inventados foi a 13ª edição dos 10 km de Tagarro, que se realizou a 27 de Agosto de 2016. A primeira vez que ouvi falar desta prova foi no ano passado quando estava no levantamento dos dorsais da corrida das fogueiras, em Peniche. Um senhor muito simpático estava a oferecer folhetos da prova. Na altura fiquei bastante interessada em realizá-la por ser num local que não conhecia e, claro, pela sandes de porco no espeto e o kit recheado de ofertas. Este ano as ofertas eram as mesmas (os bolos eram deliciosos!).


Infelizmente não consegui ficar para a sandes de porco no espeto, mas o valor da inscrição (11 euros) e a deslocação (~70 km de Lisboa) valeram bem a pena! A prova foi fácil e consistiu em duas voltas de 5 km pela aldeia. As ruas eram relativamente estreitas, mas a quantidade de atletas não era suficiente para causar grandes paragens (e algumas partes da prova também eram feitas na estrada).


Nota-se que esta prova é feita com grande dedicação pela parte da organização. Bastante simpáticos e prestáveis. Apesar de ter começado às 18h, ainda estava bastante calor. A organização não teve nenhum problema em fornecer água em 4 postos, o que não se vê todos os dias.... Os moradores também parecem gostar bastante deste evento! A extensão da prova que se faz dentro da aldeia é toda acompanhada pelos moradores. Não estava à espera de ver tanta gente na rua e a apoiar os atletas. Foi mesmo muito bom!



A combinação da boa disposição das pessoas à minha volta e a escala pequena da prova fez-me estar bastante descontraída e acabei por me surpreender com o tempo feito! Com tão poucos treinos (em que a maioria nem sequer chegavam aos 10 km) fazer 55 minutos para mim foi mesmo muito bom! Portanto, o balanço foi bastante positivo! Conhecer uma nova prova e fazer um tempo que me dá ânimo para a maratona... não podia pedir mais!


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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O deus da corrida funciona de maneiras misteriosas....

 
Ontem estava certa que ia correr hoje. Acordei às 7h30 e pelo sol e o calor pareciam ser já umas 10h. Novamente a vontade para correr era nula. Nem os dias a aproximarem-se da maratona me têm conseguido assustar. Eu e o Verão temos uma relação amor-ódio. Adoro o Verão porque convida a basicamente passar muito tempo fora de casa. Mas a verdade é que tudo o que envolver esforço físico com calor é para esquecer. Se não implicar dormir e/ou estar a vegetar tenho muitas dificuldades. Por isso quando acordei e senti o calorzinho do dia decidi: quero lá saber, não vou! Só que alguma coisa me fez carregar no telemóvel e sem querer lá estive a ver mails. Um deles era o comprovativo da inscrição na maratona, mas também não foi suficiente para me motivar a levantar o rabo e ir correr. Ah, ok aquela corrida para Outubro que se calhar vou fazer a andar….

Mas a corrida funciona de formas misteriosas…. Uma hora depois lá me levanto para tomar o pequeno-almoço e tocam-me à porta. Era a encomenda da myprotein com o pequeno-almoço proteico (panquecas, xarope e manteiga de amendoim)…… se isto não era suficiente para meter as pernas a mexer então seria um grande monstro e merecia sofrer na maratona! (vou sofrer de qualquer das formas, mas sofreria muito mais!)

Após estes dois avisos do Universo lá fui eu! Não sei porquê mas estava decidida a fazer 10 km (quando no inicio do dia não ia fazer nenhum…). Depois do pequeno-almoço lá coloquei o equipamento e lá fui eu fazer um caminho que seria bastante fácil.

Realmente depois de duas semanas de ginásio, parece que apesar de não ter corrido grandes distâncias tenho ganho resistência. Estava a sentir-me bem só que a falta de água estava a dar cabo de mim. Parei nas Laranjeiras, no novo jardim, mas nada de ver um bebedouro. Lá fui eu a sofrer até ao jardim zoológico, decidida a parar lá para beber água na WC. Como se o dia não tivesse a dar-me sinais suficientes, quando chego ao jardim zoológico o meu mp3 decide começar a música Chariots of Fire. Fosga-se mais ao Universo e ao deus da corrida!!! Desta vez não consegui ser forte o suficiente e acabei mesmo por parar….

Mensagem do dia: Se o teu calendário diz-te para correr, vais correr de qualquer das formas! O Universo lembra-te disso! Aaah, e leva água sua preguiçosa.

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